Aborto pelo SUS: Um extermínio classista velado.


Fraternas,

Nesta carta, vou focar na mazela nefasta que está embutida no discurso que defende a legalização do aborto usando a realidade das mulheres pobres como desculpa para esta barbárie. O argumento é que o aborto deveria ser descriminalizado porque a mulher pobre aborta em lugares com má qualidade para a sua saúde por não terem dinheiro pra pagar abortos caros em clínicas de luxo. Ou seja: de acordo com esse argumento, clínica para assassinar o próprio filho na barriga deve ser de boa qualidade com toda segurança para a saúde e conforto para a mulher pobre e eficiência na matança do inocente, daí, se for legalizado o aborto também deverá entrar no repertório de atendimentos pelo SUS como qualquer cirurgia comum, portanto. E que os abortos baratos clandestinos são feito carniceiros e sem higiene, como se os aborteiros que cobram caro não fossem carniceiros imundos nem clandestinos também, ou que aborto caro ou pelo SUS não fosse danoso à saúde da mulher com qualquer poder aquisitivo.

Bom... Esse argumento não faz sentido, mesmo que a matança fosse feita na rede hospitalar pública, custeada com os nossos impostos, o aborto continuaria a ser danoso a saúde da mulher e os médicos que executassem esse serviço abominável seriam igualmente carniceiros, pois aborto ilegal ou legal é carniceiria de fetos de qualquer maneira. Ademais os efeitos colaterais do aborto atingem a mulher num âmbito muito maior que só o do corpo, atinge ao psicológico, e já são oferecidos tratamentos para as seqüelas físicas e psicológicas que arranjam abortando nos postos de saúde pública assim como de patologias com outras origens.

A razão verdadeira desse papo humanitário “caô” não é o bem estar das mulheres pobres com atendimento público para matarem seus filhos dentro da barriga com conforto e segurança, o que está por traz desse uso da imagem da mulher pobre para seus próprios interesses egoístas de sexo irresponsável e é uma intenção de facilitar e, por efeito, incentivar as mulheres pobres a abortarem, pois se realmente essa gente pro aborto tivesse preocupação com as mulheres pobres lutariam sim por sua saúde e segurança de fato, lutariam para que elas evitassem a gravidez indesejada e não o aborto que todos sabemos ser altamente danoso ao corpo e psique da mulher, independente se a colher de curetagem ou bomba de sucção forem de lata ou de ouro, paga ou de graça, porque tanto na pobreza como na riqueza, na clandestinidade ilegal ou na maca pública o aborto é assassinato de filho ainda quando está indefeso se formando dentro do ventre, portanto, nunca poderá haver bem estar para mulheres pobres ou não na prática do aborto.

O verdadeiro motivo para esse papo de bem estar da mulher pobre é apenas uma desculpa para “otimizar” a pratica do sexo irresponsável de mulheres e homens hedonistas que nem são paupérrimos coisa nenhuma, com essa máscara de humanismo (conveniente), acabam por convencer os desavisados que poderia ser até uma maneira de controle da natalidade para não ter crianças abandonadas nas ruas, o que também não procede, pois atualmente se faz necessário certo controle da natalidade realmente, mas nunca seria humanitário se fosse através de aborto ou esterilização em massa na população desvalida.

Lembrando: Quem utiliza mais os serviços dos hospitais públicos são as mulheres pobres, as de classe média costumam ter planos de saúde particulares. Daí nada nos garante que o nossos impostos não seriam usado para dizimar a população pobre ainda nos ventres...

É verdade que hoje existe uma superpopulação na miséria, que põe em risco a segurança da parte da sociedade contribui com trabalho e impostos ao bem comum, pois como não há empregos para todos e a distribuição demográfica está desordenada, acabam que os grandes centros urbanos ficam sobrecarregados de gente competindo postos num mercado de trabalho que já não atende aos profissionalizados, e há ainda inúmeros profissionais desempregados vivendo sob o custeio de suas famílias. Fora o fato de que o planeta não pode garantir boa vida a uma quantidade maior que seu sistema ecológico permite.

O controle da natalidade através de um bom planejamento familiar se faz necessário para todos indistintamente, mas por conta de uma reprodução exagerada o controle da natalidade se faz mais urgente para a grande quantidade de gente paupérrima sem oficio que vive de forma indigente pelas favelas e ruas das cidades, e que na luta pela sobrevivência imergem na delinquência e se reproduzem de forma totalmente irresponsável aumentando o caos urbano cada vez mais, claro que isso não é o que a parte da sociedade contribuinte quer, mas ao invés de pressionar os governantes a resolverem esse problema criando postos de profissionalização e de trabalho e principalmente a promoção de uma distribuição demográfica coerente além da prevenção da gravidez indesejada. O que se percebe é que o desejo coletivo dos contribuintes é que a pobreza seja resolvida com um passe de mágica, para os uns até que as pessoas pobres sumam pura e simplesmente, mas isso não acontece por milagre como seria o mais conveniente aos que não querem se preocupar com isso. Não há como ignorar esse grande problema, tem é que cuidar dele de forma humanitária de fato, isso é valorizando a vida e não matado a vida.

Mas claro que se nossa superpopulação paupérrima diminuísse sua reprodução como o tempo diminuiria em quantidade e assim seria possível a inclusão na educação de qualidade profissionalizante e no mercado de trabalho dessa então menor quantidade de gente a margem da sociedade contribuinte, isso traria muitos benefícios a todos indistintamente, muitas das doenças e a criminalidade poderiam diminuir, por exemplo. Daí a esse papo pro aborto tentar, de forma velada, promover dentro dos ventres pobres esse modelo de controle da natalidade “nazi” não cola, ou seja, na crença que os filhos da população paupérrima serão delinqüentes abandonados nas ruas ameaçando os cidadãos de bem é um mega hipocrisia, na verdade esse discurso pro aborto sugere de mansinho é uma pena de morte preventiva. Isso não tem nada de humanitarismo, isto é um sórdido egoísmo, porque o aborto não pode ser visto como medida de controle da natalidade. Aborto é extermínio, até que se incentive a um planejamento familiar responsável com a prevenção de gravidez indesejada, mas nunca com um holocausto intra-uterino.

Fraternas, quando o aborto é visto como controle da natalidade é porque a coisa já chegou ao nível máximo de insanidade, pois se controla a natalidade prevenindo antes da gravidez, com a ligadura de trompas provisória, por exemplo, não fazendo extermínio em massa. Por isso todas as pessoas que guardam sua decência e lucidez não aceitam esse horror, muito menos se dispõem a pagarem impostos para tal crime absurdo ser cometido em nossos hospitais públicos.

Contando que as pessoas que por ventura leiam essa carta virtual auxiliem com seu potencial humano com os esforços que muitas outras fazem para que essa prática injusta e desumana que é o aborto seja erradicada em nossa terra natal, subscrevo-me,


Fraternamente,

Símia Zen.

2 comentários:

Anônimo

Uma das desculpas para a legalização do aborto é legalizar para que as mulheres possam abortar em segurança, ou seja, para que o dinheiro público seja usado para protegê-las enquanto realizam o ato hediondo.

A legalização do aborto é uma prática de extermínio.

Símia Zen

/\ Verdade. E Além do dinheiro público ser usado para exterminar a população que não interessa a produção e consumo ainda no ventre, também é usar os medicos e enfermeiros como assassinos aborteiros, e os que não toparem a matança oficial, os religiosos que quiserem seguir as premissas de suas religiões e os ateus que quiserem cumprir o juramento de etica profissional, ficarão desempregados.

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